Ficção Cega na casa que não tinha paredes


No dia que eu te encontrar de novo o mundo vai parar de rodar por uns instantes
Eu vou te olhar e vamos começar a dançar uma música que talvez nem esteja tocando
Eu vou deitar a cabeça no seu ombro, e, agarrada à sua mão, fechar os olhos
De olhos fechados vou cheirar o seu pescoço e sua barba e seu cabelo
E a música que não estava tocando vai emendar em outra e em outra
Sei que vou secar uma lágrima em sua blusa, disfarçadamente
E vou dizer, no pé do seu ouvido para que você nem ouça,
meu amor

Comentários

strl disse…
De tanto levar
frechada do teu olhar
Meu peito até
parece, sabe o quê?
Táubua de tiro ao álvaro,
não tem mais onde furar.
Angel Cabeza disse…
Às vezes, a aliança no dedo não se entranha nas cinzas da carne. O que brilha mais é a palidez.

Postei coisas novas. Gostaria de tê-la por lá. www.angelcabezza.blogspot.com

Abraços poéticos
Tânia Tiburzio disse…
Muito bonito. Me tocou profundamente.Tão banal e tão bonito é o reencontro. Parabéns.

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