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Mostrando postagens de Outubro, 2009

Coisas que não sabia sobre árvores.

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O que eu não sabia...que a árvore do Klimt é bem maior, dá muito mais voltas....que está no paraíso e que quem comer do fruto dela, aquele dos olhinhos egípcios, terá a vida eterna....que a Eva, sabiamente, comeu outro fruto, o da árvore do conhecimento, e que por isso existimos.... que nós, os humanos, também aparecemos no painel pelas figuras de nossos pais originais e que eles abraçados se preparam para a aventura de criar a humanidade.
O que eu não sabia e aprendi ontem... que as árvores tem bebês, sexo, pele e pensamentos.... que elas dizem oi, eu te amo, obrigada e até breve, e que a gente pode aprender a entender arvorês.... que elas ligam o centro da terra ao universo e tem com isso a facilidade de nos manter nos eixos.... que existe e eu ganhei de presente um manual pra aprender isso.
O que eu já sabia... que em espanhol, a língua que mais gosto, a árvore ou el árbol está no masculino e é um homem.

Árvore da Vida, do Klimt

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Das ficções penduradas pelo meu quarto esta é a única que não fala diretamente do amor. Apesar de que todos estes caracóis e bolinhas coloridas como flores só me fazem pensar nele.

Dá pra perceber também que esta árvore da vida ultrapassa as molduras que puseram pra ela, num corcovear infinito de vais e vens, quase mesmo que nem a vida. Alguns galhos desta árvore mítica produziram uns frutinhos, que parecem ter dois olhos egípcios, os quais eu não consigo interpretar.

Sentado quietinho, de costas pra nós, está o urubu, ou o corvo, ou uma coruja, ou mesmo um assum preto. Ele, de vez em quando, se alimenta dos frutinhos com olhos egípcios. Neste dia morre um monte de gente.

Depois parece que ele faz cocô e fertiliza o chão ali embaixo, e mais bolinhas coloridas vão crescendo como flores. Nesse dia nasce mais um monte de gente e os galhos da árvore se contorcem de alegria...

Picasso e o nu feminino

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Percebi quando ele acordou e se vestiu em silêncio.
Não calçou os sapatos para não me despertar.
Fingi que continuava dormindo e senti quando ele sentou em minha cama e titubeou por um tempo, entre sair para a vida na rua, no inverno gelado, ou permanecer na minha cama quente, no quarto que cheirava a flores vermelhas e brancas que ele me dera de presente.
Nesta mesma hora, soube que ele voltaria.

*mais uma da série "ficção nas paredes do meu quarto"

...

... raro mesmo é o encontro.

Coisas que li por aí, depois de ouvir que meu coração brilha no escuro

Janela para o medo n.2

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Medo de trovão

"Porque eu detesto gente gritona, agressiva e que assusta a gente no meio da noite"

Janela para o medo n.1

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Medo de infinito.

"Porque o infinito é o mais longe que se pode ficar de alguém"