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Mostrando postagens de Outubro, 2005
...mais ou menos, altos, altíssimmos, baixos, baixíssimos mas em geral, médio. Um pouco de vontade de chorar, um pouco de orgulho, outro tanto de vergonha, uma pitada de humilhação, outra de saudade. meio louca, histérica, tranqüila, determinada, com dúvida, muito segura, com certeza que sim, com certeza que nunca mais...

Um pouco mais sobre o Afanásio de todos nós.

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A impressão que me resta do resultado final desta batalha entre as torcidas de cá e de lá (com alguns viracasacas para quem dou o meu voto apesar de não compartilhar desta razão niilista) é que deixaram aquele afanasiozinho que mora dentro de todo mundo sair feliz e contente achando que suas idéias são geniais, e pior, aplicáveis.

Voltando pra antes do começo então.
Escolhi o Afanásio como um símbolo, mais midiático. Esse monstrinho conservador poderia também ser chamado de Erasminho ou Jairzinho, ou qualquer um de sua preferência. O discurso é o mesmo.

Agora, pro começo.
Nos meus exercícios de previsão de futuro percebi que o barco afundou mesmo. A população parece não demonstrar só desilusão com a esquerda, vulgo Lula. Esta desilusão pode e parece ter sido transformada em outras perspectivas que convocam a adoção de outras políticas. Políticas condenáveis por mim e que partem de outros princípios. Para sermos mais claros, temo com desespero que saindo da pauta e do planalto quem teorica…

“Não irmão, artista não!”

Eu queria ser artista. Artista que é artista é aquele que consegue transformar angústia em expressão, qualquer que seja.

Se eu pudesse fazer um xerox fotocópia de meu cérebro e coração neste momento isso não seria necessário. Não dá pra fazer isso, nem com raio-x que eu tenho um monte.

Então eu precisava ser poeta. Precisava ter aquela incrível capacidade de síntese emocional que alguns tem aos conseguir contar com as mesmas palavras que eu tenho, as coisas mais tristes ou felizes. Sínteses, só.

A solução para crises de expressão para quem sofre de angústia crônica como eu são dois: atazanar as amigas com conversas sem nexo ou terapia psicanalítica. Ambos, um porre!

O primeiro porque você fica com a sensação de que ninguém merece escutar o que você está pensando, de novo. Rola uma certa impaciência para escutar infinitas vezes sobre o mesmo assunto, e ainda por cima não seguir os conselhos lógicos que lhe são oferecidos, não ter atitudes coerentes.

O segundo envolve o maldito velho barbudo…

Só porque eu demorei

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pra aprender a colocar imagens nesse blogue.
Aí vai uma, sem mais comentários...

A incrível batalha dos “Cidadãos de Bem” contra “Os dedos alados”

Estamos a uma semana do referendo e algumas coisas estão me deixando nervosa.
As duas posições envolvem certo tipo de cegueira danosa e daninha, os debates estão tão esquizofrênicos quanto a proposta de revisão de um direito constitucional de maneira apressada e bem deslocada de outras amplas realidades que envolvem a Segurança Pública.
Não sou capaz de retomar a trajetória desta discussão de desarmar a população. Retomo então, minha trajetória de envolvimento, sem mesmo gostar, com estes casos.
Acho que foi na década de 90 que alguns pesquisadores de centro-esquerda começaram a pensar a Segurança Pública fora daquelas idéias de repressão violenta, prisão, pena de morte, punição dura, justiça implacável, característica daquela parcela da população sentada do outro lado, com os quais não partilho nada.

Acho também que dentro dessa imensa pauta, que consideraria a justiça social e igualdade econômica como pressupostos, estariam também outras propostas como unificação das polícias, polícia c…

Ta todo mundo espiano...

Cansei desse blog, cansei dos meus sentimentalismos baratos (para os outros, claro pois para mim saem meio caros).
Nesse momento de mudar de vida caberia um silêncio reservado, porque ninguém merece escutar o que estou pensando.
Essa decisão vem também de uma crítica, pequena porém dolorida, que sofreu minha dissertação: “Certa dose de egolatria” Ta vendo no que dá se meter com jornalista? Três anos e deu no que deu. Se bem que alguns poderiam dizer que é de nascença.
A decisão agora é que neste blogue só constará, a partir de hoje, considerações filosóficas sobre minha vida. Chega de fofoca, de diz que disse. Com um certo espaço para parábolas ilustrativas. E um toque de sabedorias incompreensíveis. Coisas que no mínimo me façam pensar pra escrever. Não mais vômitos desabafantes emocionados e bêbados.

Quando eu não souber o que dizer, recorro ao meu repertório de frases, entre aspas, com citação de fonte. Com muito mais credibilidade.

Por exemplo, sobre o amor, meu amor difícil e sofrido,…

Vazio carregado de surpresas.

É certo, defendi, sou mestre, mas a segundona seguinte me pareceu igual. No fundo essas passagens são iguais a ano-novo ou aniversário. São passagens, rituais, símbolos...mas que mudam pouco o dia seguinte.

Tenho tanta coisa pra esperar agora que nem sei por onde começar. Fazer uma viagem? Fazer doutorado? Fazer regime? Virar professora? Fazer um filho? Um jornal? Uma revista? Outra graduação? Outro mestrado? Um curso de corte-costura? Oficinas no Sesc? Volto pra Cuba?

É claro, o alívio não tem preço. Dá até um vazio, que reflete na preguiça de acordar. Mas pelo menos, é um vazio cheio de expectativas, do que será que eu quero ser quando eu crescer...